quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Náutico vence o Cabense de goleada

Depois de sofrer na primeira etapa, o Náutico conseguiu golear o Cabense no Gileno de Carli, pela partida de abertura do segundo turno do Campeonato Pernambucano. O time da casa pressionou enquanto pôde, mas o Timbu mostrou poder de reação na segunda etapa para transformar a vitória fora de casa em goleada. Gilmar, duas vezes, Carlinhos Bala e Adriano Magrão marcaram os gols e garantiram a folia alvirrubra na noite desta Quarta-Feira de Cinzas. Eduardinho descontou para o Cabense. Com o resultado, o Náutico soma seus primeiros pontos no returno do Estadual.

Em seu próximo compromisso pelo Estadual, o Náutico recebe o Serrano nos Aflitos. O Cabense joga fora de casa, contra o Ypiranga. Ambas as partidas acontecem no domingo, dia 8 de março. Antes disso, o Timbu faz sua estreia na Copa do Brasil, contra o Moto Clube, na próxima quarta-feira.

domingo, 6 de julho de 2008

Relatos do Caos

" Não há dignidade no atendimento. Se não há dignidade, não há democracia. Vivemos em uma ditadura.” (Carlos Vital, presidente do Cremepe).

"São cenas dantescas. É um cenário de guerra civil. Eu posso comparar as emergências ao presídio Aníbal Bruno, onde os presos estão amontoados.”( Jayme Asfora, presidente da OAB-PE).

" Vivemos em um país onde a alta médica mais comum é a morte." ( Carlos Vital, presidente do Cremepe).

Essas declarações foram dadas na última quarta-feira(2), durante uma entrevista coletiva, na sede do Cremepe ( Conselho Regional de Medicina de Pernambuco), o objetivo da coletiva : denunciar o descaso que todos nós conhecemos.

O sentimento daqueles homens, que são acostumados a lidar com a morte e as enfermidades diariamente era um só : revolta.

Revolta por uma situação em que médicos são obrigados a escolher quem vai ser atendido e quem vai passar 25 dias esperando uma cirurgia. Revolta por não poderem exercer plenamente o seu ofício, porque as condições de trabalho são quase inexistentes.

E o mais forte de tudo, sem dúvida alguma, era paixão de cada um deles pelo ofício de salvar vidas. E de tornar humano o serviço público de saúde em Pernambuco. Isso era possível ver em cada um daqueles que estavam ali. Infelizmente, essa sensação não estampa as capas dos jornais, não vira notícia, mas nos impulsiona, de uma forma ou de outra, a lutar junto com eles para que todos tenham o acesso a um direto básico : a dignidade.

sábado, 29 de março de 2008

O fazer Jornalismo

Eu, assim como todos que vivem essa profissão louca, vivo me perguntando a função dela. Falo isso, porque de um mês pra cá os meus questionamentos só aumentaram. Passo dia lendo jornal, procurando informação, escrevendo informações, mas parece que a coisa fica só por isso, uma indústria. Se pararmos para observar, os textos são praticamente iguais, são em série. O jornalista não mais procura o diferencial.

Pergunto-me então, não querendo ser pessimista, o que levou o nosso Jornalismo a essa decadência . Se foi essa história de ser objetivo ou se foram aquelas coisas de imparcialidade, que é a maior mentira que já ouvi. Daí, viramos máquinas de escrever “informações” e somente isso. Mas no fundo eu sei o que foi, esquecemos de nos espelhar nos nossos mestres e caímos no conformismo. Tempos bons do jornalismo foram aqueles de Joel Silveira, Clarice Lispector, Nelson Rodrigues. O público abria o jornal e lia e lia.... Hoje, abrimos o jornal, passamos olho e temos a impressão de que já vimos isso antes.

Estranho, depois que tiraram a máquina de escrever das redações e tornaram os jornalistas profissionais da informação, a coisa parece que perdeu a essência. Esqueceram de ensinar nas escolas que jornalista precisa de um olhar mais crítico e mais sensível sobre as coisas. Esqueceram de aprender a ouvir e ver o que está ao nosso lado.

Mas saber, ainda vale muito a pena continuar, por aqueles que já viveram essa profissão e por aqueles que hoje vivem ela com a vontade de melhorá-la. E mais do que isso, por essa Nação que precisa tanto de formação. Espero um dia, que os nossos jornais nos façam refletir sobre o mundo e sobre nós. E que não mais, eu sinta vontade ser jornalista naqueles tempos de Clarice e Joel, mas que eu tenha muita garra de querer continuar sendo jornalista hoje.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Perfil de uma Guerreira - Amparo Araújo

“É como se eu estivesse caminhando, e de repente caísse uma barreira em minha frente. Eu tinha duas opções: aceitar passivamente a situação ou detonar aquela barreira, mesmo que me custasse a vida.” Foram com essas palavras que a militante política e fundadora do Movimento Tortura Nunca Mais, definiu sua luta durante o Regime Militar. Foi com um sorriso acolhedor, e um olhar de quem acredita que batalhar por uma sociedade mais justa ainda vale a pena, que fui recebida por Amparo. Hoje assistente social e ouvidora da Secretaria de Defesa Social do Estado.

Amparo nasceu em 1950, no Sítio do Limão, situado entre as cidades alagoanas de Palmeiras dos Índios e Anadia. Ainda adolescente já era envolvida com o movimento estudantil, com 14 anos, participou de uma manifestação contra o prefeito de Anadia. “Fomos em passeata até a casa do prefeito e recebidos com pedras. Na cidade não havia energia elétrica e corriam boatos de que o prefeito estava desviando o dinheiro público, para a construção da sua casa. Por isso estava faltando óleo diesel para o motor dos lampiões e consequentemente por falta de luz não tínhamos aula,” relembrou Amparo.

A militante teve como uma das suas maiores influencia política o irmão mais velho Luís. Desde muito jovem, Luís a levava para acompanhar as reuniões na Pontífice Universidade Católica (PUC-SP), onde ele estudava Ciências Socais. Foram nos encontros da Juventude Estudantil Católica que Amparo formou seus ideais. Em 1968, Luís entra para a Ação Libertadora Nacional (ANL), fundada por Carlos Mariguella, ex- dirigente do PCB, que rompe com o partido e adere à luta armada contra a Ditadura Militar.

Já o ingresso de Amparo na ANL foi automático, ela já conhecia algumas pessoas da organização. “Entrei como militante de base, como era muito jovem, fazia pichações e distribuía panfletos, ainda não fazia parte das operações, disse a militante.” Em 1969, deixou de morar com a mãe, assumindo por completo a sua vida de militante política e passa a morar em um aparelho no qual estava o material da ANL. Em 1971, Amparo conhece seu primeiro esposo, o Iuri, quando ele fica sem ter onde morar por causa do desaparecimento de um amigo e vai morar com ela. A partir dessa convivência, começa um relacionamento. Um ano depois Iuri morre, essa foi apenas uma das grandes perdas de Amparo durante o Governo Militar.

Logo que o seu irmão Luís viaja para Cuba, Amparo conhece Luiz José da Cunha, o comandante Crioulo. “O comandante crioulo era mais preparado do que meu irmão, porque chegou a fazer treinamento em Cuba e na Angola, passei a viver com o Luiz José, de quem engravidei, mas perdi a criança”, afirmou Amparo. No dia 13 de julho de 1973 o comandante Crioulo morre. “Ele foi reconhecido na Avenida Santo Amaro, em São Paulo, mesmo ferido ele tenta fugir, mas é preso e levado para a Sede dos Bandeirantes, onde morre torturado. O exame feito após 30 anos, aponta como causa da morte uma anemia.”

Nessa altura, Amparo já tinha perdido seu irmão Luís, que desapareceu em 1971, seu dois companheiros e alguns amigos. Mas desde 1969, vivia na clandestinidade por causa da repressão, foi obrigada a mudar de nome e assume diversas identidades até poder voltar a usar seu nome em 1977, quando retorna para Palmeiras dos Índios. Mesmo com toda perseguição, Amparo consegue viver tranqüila na medida do possível, nunca foi presa, mas viveu e vive a dor de quem perdeu pessoas queridas por causa da repressão. Para sobreviver passou a trabalhar como datilógrafa. “Naquela época em São Paulo, existia muito emprego temporário, para quem viva na clandestinidade isso era muito bom, pois não precisava de documentação, contratava-se por semana, mês ou por trabalho.”

A luta de Amparo Araújo não era só contra repressão, após a morte dos seus companheiros, a batalha foi para encontrar os desaparecidos, luta essa não só de Amparo, mas de várias famílias que desejavam enterrar seus mortos e fazer justiça.
Da luta pelos desaparecidos políticos, surge na década de 1980, o Movimento Tortura Nunca com o objetivo de resgatar a história daqueles que lutaram para democratização do Brasil , e mais, lutar para que aquelas famílias que perderam seus entes queridos tenham o respeito merecido.
Segundo Amparo, a luta está apenas começando, há muito que ser feito. “ A primeira etapa foi cumprida, a maioria das famílias receberam as indenizações, estamos caminhando”, disse Amparo.

Observando a juventude de hoje, Amparo diz que é muito mais difícil ser jovem atualmente do que na época dela. “Quando eu era jovem, a gente tinha perspectivas, ideais, sabíamos a direção. Hoje, a sociedade não oferece oportunidades, o que vemos são jovens perdidos”, ressaltou a militante.

Mesmo com todos os riscos que passou, Amparo Araújo não se arrependeu de nada, viveria tudo de novo. “Se eu tivesse a oportunidade de voltar ao passado, faria tudo de novo, podia até perder a minha vida, mas prefiro morrer com alma, do que ficar viva sem alma, sem meu ideais.”

sábado, 8 de dezembro de 2007

100 mortes em 8 dias

Como de costume, estava visitando o site Pebodycount e me deparei com um número assustador. Estamos no 8°dia do mês de dezembro, e até o presente momento, aconteceram 100 homicídios em Pernambuco. Para quem não conhece, o Pebodycount é uma iniciativa de 4 jovens jornalistas, que inconformados com a violência no Estado, resolveram juntar forças, para mobilizar a sociedade contra a falta de segurança em Pernambuco.

Mas voltando ao assunto, foram mais 100 vítimas da violência, são mais 100 famílias que choram por seus parentes perdidos. E os motivos dos crimes? O final de relacionamento, uma dívida com traficantes, um assalto. Por qualquer 1 real se mata.

Estamos vivendo em uma verdadeira guerra civil. Querendo lugar mais tranqüilo para viver e criar as crianças, sugiro o Iraque, lá se mata muito menos, pode acreditar. Mas se optar a continuar por aqui, se movam. Porque do jeito que estar, viver não se pode mais. Estamos sobrevivendo, literalmente.

Fonte: Pebodycount ( http://www.pebodycount.com.br/)

Foto: Marcos Michael.









sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Senador dos EUA processa Deus

E vejam só, não são apenas os políticos brasileiros que não tem o que fazer. O senador Ernie Chambers, do estado de Nebraska, abriu um processo contra Deus no condado de Douglas(EUA).

Conhecido por críticas aos cristãos, o democrata disse no processo, que Deus gera medo. E além disso, é responsável por milhões de mortes e destruições pelo mundo. Segundo ele, Deus gerou “inundações, furacões horríveis e terríveis tornados”.


Chambers comentou que Deus fez ameaças terroristas contra ele e seus eleitores. Conforme o senador, ele abriu o processo em Douglas porque Deus está em todas as partes.


Segundo Chambers, a iniciativa foi uma forma de protestar contra o alto número de processos que são abertos pelos americanos que ele considera ridículos.



E quem será que vai ganhar o processo? A justiça dos homens ou a Divina?


Ainda não se sabe quem será o advogado de Deus...


Fonte: G1- globo.com Foto: Nati Harnik

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Das coisas que ouvimos na livraria

Nas férias, fui alguns dias a livraria Saraiva. E uma criança de mais ou menos cinco anos me chamou a atenção. Lá vinha ela saltitante ao encontro da mãe dizendo: Mãe compra livros pra mim?!

A mãe sorriu como se dissesse sim. Então a menina completou com a inocência e a sabedoria que só esses pequenos possuem: Compra livros mamãe, quero conhecer histórias.

Nem sempre são os grandes filósofos que nos dão as grandes lições. Vendo olhar daquela menina, um olhar com sede de descoberta, percebo que a sabedoria está nas pequenas coisas do cotidiano, numa frase solta na livraria, no sorriso confortante de um amigo.

Para mim a vida é isso, um conjunto de pequenos detalhes...